A premiação mais esperada do ano!

Na última semana, os curitibanos conheceram os melhores restaurantes deste ano de acordo com o ranking da Veja, uma das principais revistas do país.

E o MinhaGula.com.br traz agora a lista com o que há de melhor em Curitiba!

O melhor da cidade em todos os sentidos:
Terra Madre Ristorante
Para degustar com calma: clássicos italianos finalizados com técnicas francesas

O melhor restaurante da cidade na opinião do júri desta edição de VEJA Curitiba tem um cardápio influenciado não só por culturas e tradições culinárias, mas também por um conceito que tem adeptos no mundo todo: o slow food. Criado na Itália, o movimento defende o prazer de saborear a comida sem pressa e com todos os sentidos. A filosofia é seguida à risca tanto na elaboração das receitas quanto na decoração. No jantar, a luz tênue emitida pelas luminárias de fundos de garrafas e a música suave convidam à lenta degustação dos pratos da culinária clássica italiana, todos finalizados com as delicadas técnicas francesas. Para começar uma demorada refeição, a dica é a brandade de bacalhau ao azeite extravirgem e alho-poró crocante. Como prato principal, a sugestão é o ravióli de cordeiro com molho de figos secos ao vinho do Porto. O merengue italiano com sorvete de creme e frutas vermelhas é uma opção de sobremesa. Na carta de vinhos, não hão de faltar rótulos para harmonizar com os pratos. Estão ali as 1.600 opções da loja Vino!, anexa ao restaurante. O cliente pode escolher qualquer garrafa e degustá-la no restaurante. Pagará o mesmo preço da prateleira. A casa também serve oito vinhos em taça. No wine bar, o cliente pode servir-se na mesa de petiscos, queijos nobres e frios cobrados por peso. No piso superior, há espaço de eventos e, no subsolo, sala especial para degustação de charutos. $$$

Rua Desembargador Otávio do Amaral, 515, Bigorrilho, (41) 3335-6070 (55 lugares). 19h/0h (sex. até 1h; sáb. também almoço 12h/15h; fecha dom.). Cc.: M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Couvert: R$ 8,00. Ar. Calefação. (R$ 30,00) www.terramadreristorante.com.br. Aberto em 2005.


Chef do ano
Joy Perine

Na casa onde a chef Joy Letícia Perine cresceu, a cozinha é que era de visita. Lá aconteciam as reuniões de família, que eram verdadeiros eventos. Em vez de correr pelo quintal, a criançada preferia se divertir ajudando a vó Maia a fechar os pastéis de requeijão, que minutos depois seriam gulosamente devorados por todos. O gosto pela cozinha acabou extravasando as festas domésticas e, aos 20 anos, Joy, a mãe e os irmãos abriram um restaurante na capital. O negócio, que durou dezesseis anos, foi uma escola para ela, que mesmo assim achou por bem aprofundar-se nas técnicas culinárias em um curso do Centro Europeu. Na condição de uma das melhores alunas da turma, teve o direito de escolher onde estagiaria depois de receber o diploma. Assim, virou pupila do chef Celso Freire no restaurante Boulevard. Dois meses de estágio bastaram para que lhe fosse confiado o posto na cozinha do Zea Maïs, onde está desde a inauguração, há quatro anos. Nesse período o restaurante conquistou quatro prêmios de melhor contemporâneo da cidade e agora, aos 41 anos, Joy recebe do júri de VEJA Curitiba o título de chef do ano.

Chef revelação
Cláudia Krauspenhar

Dos vinte pratos que estão no cardápio do restaurante Edvino, um é especial para Cláudia Krauspenhar: o magret de canard ao mix de poivre, musseline de batata-doce e nozes. Clássico francês, a receita do peito de pato rendeu-lhe nota 10 na prova final do curso de chef de cozinha e restaurateur do Centro Europeu. Igualmente bem executadas as demais especialidades do menu franco-italiano conquistaram o júri de VEJA Curitiba, que deu a esta paranaense de Foz do Iguaçu o prêmio de chef revelação. A vocação para as panelas aflorou ainda na adolescência, mas foi no curso de direito que ela viu uma carreira. Com um ano de formada e infeliz na profissão Cláudia virou promotora de eventos, primeiro em Foz, depois em Curitiba - até que entrou na escola de novo, dessa vez para estudar gastronomia. A mãe reprovou a escolha. "Ela ficou três meses sem falar comigo. Dizia: 'Imagina, minha filha doutora virar cozinheira!' Pior é que eu fiz faculdade particular", ri a agora premiada chef de 29 anos. A mãe, com certeza, está orgulhosa.

O melhor oriental
Lagundri Bistrô Contemporâneo
Aromas e sabores: ambiente perfumado com incensos e pratos fiéis às receitas originais

Lagundri é o nome de uma baía na Indonésia, mas são os sabores tailandeses que predominam no cardápio do restaurante, eleito pelo júri de VEJA Curitiba o melhor oriental da cidade. Da dupla de chefs Marcelo Amaral e Ken Francis, ambos com diploma da Royal Thai School of Culinary Arts, na Tailândia, surgem pratos fiéis às receitas originais desse país. Um exemplo é a entrada yam woon sem, salada de vermicelli com camarão, lula, peito de frango, castanha de caju, folhas de aipo em salsa de limão, molho de peixe e açúcar de palmeira. O pla neung manao, boa opção de prato principal, é elaborado com peixe cozido no vapor aromatizado com saquê, com molho de ostras, folhas de lima kaffir, gengibre, capim-limão, pimentas e coentro, servido com arroz thai jasmine e brócolis. A thai banana soup, sopa de banana cozida no leite de coco temperada com garam masala (sementes variadas torradas), capim-limão e pimenta, vai bem na sobremesa. A decoração dos ambientes, perfumados com incensos japoneses sem fumaça, é inspirada nos países do Sudeste Asiático. Há muitas plantas tropicais, velas, objetos típicos e até uma cascata. O sótão, transformado em lounge com mesas baixas e futons, é o ambiente preferido pelos casais. Já o deque e o jardim são disputados nos dias quentes. Ainda em 2008, o bistrô terá peças de decoração da loja Asiarte, que estarão à venda. $$$

Rua Saldanha Marinho, 1061, centro, (41) 3232-7758 (45 lugares). 19h/0h (fecha dom.). Cc.: M, V e A. Cd.: M e V. (R$ 5,00). Couvert: R$ 5,30. Ar. Calefação. (R$ 30,00) Entrega em domicílio. www.lagundri.com.br. Aberto em 2004.


O melhor brasileiro
Armazém Santo Antonio
Rústico-chique: ingredientes regionais e apresentação impecável

O imóvel no qual funciona o restaurante traz um pouco da história da capital. A casa foi construída em 1870 pelo oleiro hamburguês Cristian Osternack, que utilizou pedras dos córregos da região e tijolos maciços da própria olaria. Tombada pelo patrimônio histórico, a edificação mantém grande parte de seus elementos originais, como o assoalho de madeira, as telhas encaixadas sem pregos e a biruta com o ano da finalização do prédio. Chama atenção a escada, uma peça única, decorada com azulejos portugueses entre os degraus de madeira. O clima de fazenda está em sintonia com o cardápio do restaurante, eleito pelo júri de VEJA Curitiba o melhor de cozinha brasileira da capital. Para começar a refeição, há opções de petiscos, entre eles os pasteizinhos de carne-de-sol, além de saladas. A silvestre, por exemplo, é montada com folhas verdes, cogumelos, aspargos, frutas e parmesão ao molho caseiro. Como prato principal, vale experimentar o spaghetti di raul, com camarão, tomate sem pele nem sementes e ervas finas. Outra boa sugestão é o picadinho paulista, servido com ovo estrelado, abóbora refogada, farofa de banana e arroz. Na hora da sobremesa, a pedida é a pêra ao vinho, acompanhada de sorvete de creme e calda de frutas. $$

Rua Solimões, 344, São Francisco, (41) 3077-5505 (65 lugares). 19h30/23h30 (sáb. também almoço 11h30/15h30; dom. só almoço 11h30/15h30; fecha seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. Manobr. Couvert: R$ 4,50. Ar. Calefação. www.armazemsantoantonio.com.br. Aberto em 2000.


A melhor carne
Saanga Grill
No ponto: grelha especial mantém a temperatura da brasa constante durante todo o cozimento

Parte do sucesso da carne eleita pelos jurados de VEJA Curitiba a melhor da cidade está na origem: vem de gado de raças européias - em especial angus e hereford - criado na Argentina e no Uruguai. No preparo, o cuidado é extremo. Enquanto ela assa na grelha, a gordura entremeada nas fibras derrete-se e escorre por canaletas. Sem gordura pingando na brasa, a temperatura permanece constante durante todo o cozimento, o que facilita o controle do ponto desejado pelo cliente. O steak saanga, feito de noix de entrecôte (parte nobre do contrafilé), e o bife de chorizo, ou bife angosto, são os grandes sucessos do cardápio. Todas as carnes são vendidas por peso, com os acompanhamentos escolhidos à parte. Como entrada, há alternativas como javali e avestruz, além do famoso palmito pupunha assado com manteiga. Outra sugestão é a lingüiça da casa, feita de lombo e pernil. Para acompanhar a refeição principal há diversos tipos de salada, arroz, banana à milanesa e farofa, entre outras opções. Uma novidade no cardápio é a paleta de cordeiro com tagliatelle na manteiga, cebola assada e brócolis. Como sobremesa, uma sugestão leve: carpaccio de abacaxi com sorvete e raspas de limão. Na unidade da Avenida Iguaçu, o ambiente é ideal para um almoço em família. O deque de madeira abre-se para um grande jardim com árvores, bancos e viveiro de pássaros, grande atração para as crianças. $$

Avenida Iguaçu, 2423, Água Verde, (41) 3342-3474 (220 lugares). 11h35/15h e 19h/23h15 (sáb. 11h30/16h e 19h/23h15; dom. 11h30/16h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T e SP. T.: Cr, C, T e V. Ar. ; Avenida Sete de Setembro, 2775, loja 1094, Shopping Estação, centro, (41) 3026-3474 (150 lugares). 11h/16h (sáb. dom. e feriado até 23h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T e SP. T.: Cr, C, T e V. Ar. www.saanga.com.br. Aberto em 1997.

O melhor sanduíche
Madero The Best Burguer in The World
Suculento: 260 gramas de carne, grelhados em churrasqueira a lenha

Em 2008, o restaurante abriu sua primeira filial, localizada no novo shopping da cidade. A casa recém-aberta é uma réplica da matriz no histórico Largo da Ordem e tem duas opções de atendimento: express, sem cobrança de 10% e de couvert, e vip, com serviço personalizado e som ambiente. No novo endereço também foi construída a churrasqueira a lenha. Nela são grelhados os hambúrgueres, o principal ingrediente do sanduíche eleito o melhor pelos jurados de VEJA Curitiba. Feitos com 260 gramas de carne, eles são grelhados na lenha pré-queimada, técnica que garante o melhor aroma. O pão é redondo, como o tradicional, mas feito com massa de pão francês. Todo o preparo do sanduíche e de outros pratos será mostrado em cinco televisores com tela de LCD de 62 polegadas. A instalação dos aparelhos está prevista para o este semestre. A adega com 1.500 garrafas é outro destaque dos dois endereços. A carta de vinhos tem 150 rótulos. Além dos premiados sanduíches, o cardápio lista carnes nobres, frutos do mar e pratos de alta gastronomia para diabéticos. A sugestão de entrada é a lagosta servida em cama de finas ervas. Como prato principal, o filé de chorizo é uma boa pedida. Para finalizar, cheese cake com calda de frutas vermelhas. $$$

Rua Jaime Reis, 262, São Francisco, (41) 3225-7893 (80 lugares). 11h/15h e 19h45/23h (fecha seg.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Manobr. (R$ 8,00). Couvert: R$ 15,50. Ar. Calefação. Entrega em domicílio; Avenida Presidente Kennedy, 4121, Shopping Palladium, Portão, (41) 3212-3779 (100 lugares). 11h/23h (sáb. a partir das 10h; dom. até 22h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Manobr. (R$ 8,00). Couvert: R$ 15,50. Ar. Calefação. Entrega em domicílio. Aberto em 2005.


O melhor contemporâneo
Zea Maïs
Dobradinha: menu tem as mãos de Celso Freire e Joy Perine, e traz sugestões como o nhoque de raízes

A fachada do casarão construído em 1917 é a mesma que abrigou o antigo Hotel Johnscher, um dos mais importantes da capital paranaense no passado. Por dentro, o espaço foi remodelado e decorado com poltronas de madeira Cimo - um clássico do design dos anos 50 -, cadeiras Bertoia de aço trançado e mesas altas no estilo do designer e arquiteto francês Philippe Starck. Um móbile suspenso construído com pequenas varetas de pinho tingidas cria um efeito especial: ao incidir no enfeite, a luz projeta imagens difusas nas paredes do restaurante. Um painel luminoso, com dimensões de 3 por 5 metros, exibe o encontro das ruas Marechal Deodoro e Marechal Floriano, no centro da cidade. A foto foi clicada pelo fotógrafo Gilson Camargo. Na cozinha, a chef Joy Perine executa as especialidades do menu criado por Celso Freire e também elabora receitas próprias. A parceria consagra-se com o tetracampeonato dado pelo júri de VEJA Curitiba. As sugestões do cardápio são criações de Joy. Como entrada, a dica é o queijo de cabra aerado entre pão grelhado e tomates quentes. Para o prato principal, vale provar o nhoque de raízes (preparado com batata inglesa, mandioquinha, cará, cogumelos e aroma de trufas). Como sobremesa, a dica é o suflê de maçã com mel de alecrim. A refeição é embalada pela trilha sonora lounge, montada pelo DJ Ralph. $$$

Rua Barão do Rio Branco, 354, centro, (41) 3232-3988 (65 lugares). 19h45/0h (sex. e sáb. até 0h30; fecha dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: R e V. Manobr. Couvert: R$ 7,95. Ar. Calefação. www.zeamais.com.br. Aberto em 2004.


O melhor francês
Ile de France
Para ocasiões especiais: receitas clássicas da Normandia e da Borgonha

Parte da clientela que freqüentava na infância o cinqüentenário restaurante hoje leva os filhos para conhecer a culinária francesa da casa. Os jantares costumam celebrar ocasiões especiais, por isso as especialidades do cardápio merecem ser degustadas com talheres de prata e as bebidas, em taças de cristal. O casal de proprietários Clara e Jean Paul Decock zela pessoalmente pelo atendimento e pelo preparo das receitas, cuja autenticidade é reconhecida agora pelos jurados de VEJA Curitiba, que dão à casa o título de melhor restaurante francês da cidade. Os pratos são típicos de regiões como a Normandia e a Borgonha. Um exemplo de sugestão de entrada é o escargot à la bourguignonne, com molho de manteiga, alho e ervas. Entre os pratos principais está o poisson congre aux raisins (filé de côngrio ao molho cremoso de uvas frescas e passas). Outra opção é o canard aux framboise, coxa de pato cozida na própria gordura com molho de framboesa, uma novidade no cardápio. Para finalizar a refeição, a dica é o omelette au rhum (omelete doce com ovos, açúcar queimado e rum). A carta de vinhos tem 210 rótulos não apenas franceses, mas de diversos países. Fechado aos domingos, abre excepcionalmente no Dia das Mães e no Dia dos Pais. $$$

Praça Dezenove de Dezembro, 538, centro, (41) 3223-9962 e 3232-7220 (63 lugares). 19h/0h (sex. e sáb. até 1h; fecha dom.). Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Manobr. Couvert: R$ 15,00. Ar. Calefação. Aberto em 1953.


O melhor italiano
Villa Marcolini
Alta gastronomia: influências da leve culinária do norte

Na casa de estilo neoclássico com 8 metros de pé-direito, cada um dos quatro ambientes carrega seu próprio atrativo. A sala de espera divide espaço com o bar e leva ao salão no qual ficam a adega e o aparador, com 54 tipos de azeite. O salão principal é decorado com quadros dos artistas Luiz de Souza e José Gonçalves. As mesas são feitas com madeira trazida de uma velha estação ferroviária de Minas Gerais. Parte das cadeiras também é antiga e pertencia a um casarão de Itu, em São Paulo. A varanda é o ambiente mais iluminado, graças às grandes janelas, ao piso de mármore branco e ao teto transparente. Nesse cenário, os clientes são servidos com taças de cristal da marca austríaca Riedel, tida como a melhor para degustar vinhos, e fazem a refeição em louças alemãs. Os talheres são italianos e os guardanapos de linho egípcio. Com um cardápio que privilegia a culinária leve do norte da Itália, a casa recebe do júri de VEJA Curitiba o título de melhor restaurante italiano da cidade. As influências de regiões como o Vêneto, a Emiglia-Romana e a Lombardia estão em todos os pratos. A sugestão de entrada é a flor de alcachofra empanada em crocante miolo de brioche, servida com lâminas de queijo fontina e alho. Em seguida, vale experimentar o ossobuco de vitela com risoto milanês. As sobremesas com chocolate são o destaque entre os doces. Cada uma é preparada com cacau de uma origem diferente. O tramezzino leva matéria-prima de Madagascar, sorvete de coco com amêndoas e merengue italiano. A carta de vinhos tem cerca de 200 rótulos, com destaque para os tintos Palazzo de la Torre 2006 (italiano) e o Piedra Negra Malbec 2002 (argentino). Além do cardápio principal, há um menu infantil, inspirado no gosto dos dois filhos pequenos do chef. Os pratos são elaborados com massas curtas, molho branco, carne já cortada, e servidos em porções pequenas. $$$

Avenida Visconde de Guarapuava, 5354, Batel, (41) 3023-4664 (70 lugares). 12h/15h e 19h/0h (sáb. almoço até 16h; dom. só almoço até 16h; fecha seg.). Cc.: H, M, V e A. Cd.: R e V. Cr.: S e SP. Manobr. Couvert: R$ 4,50 no almoço e R$ 7,50 no jantar. Ar. Calefação. Entrega em domicílio. www.marcolini.com.br. Aberto em 2005.


O melhor pescado
Bar do Victor
Habilidade na lida com peixes e frutos do mar: passada de sogro para genro

O catarinense Victor Schiochet foi criado longe do litoral, mas adquiriu uma habilidade extraordinária na lida com os peixes. Estabelecido em Curitiba, abriu seu primeiro bar em 1955, em um endereço diferente do que hoje abriga o restaurante. Com talento natural para a cozinha, Victor preparava os petiscos que cativaram a clientela e nunca saíram do cardápio. Hoje, as receitas já se tornaram clássicos da gastronomia curitibana, casos da casquinha de siri e dos camarões abraçadinhos, que hoje são preparados pela chef Eva dos Santos. No comando está o genro do falecido Victor, Francisco Urban, que mantém o sucesso conquistado pelo fundador. Como prova disso, o júri de VEJA Curitiba considera a casa o lugar que serve o melhor pescado da cidade, pelo quinto ano consecutivo. O cliente pode optar por ser servido no sistema tradicional ­ escolhe o peixe e os acompanhamentos ­ ou experimentar novidades como o bacalhau zanoni. Vem com lombo de bacalhau assado na brasa, cebola frita e batatas. Há também o camarão do chef, grelhado com molho shoyu e acompanhado de arroz com brócolis, legumes e banana à milanesa. Para acompanhar, não faltam opções na carta de vinhos, com cerca de 300 rótulos. A sugestão é o Fallen Angel, riesling, safra 2006, com notas sutis de frutas cristalizadas. O bar tem adega climatizada e dois sommeliers para orientar os clientes. $$

Rua Lívio Moreira, 284, São Lourenço, (41) 3353-1920 (190 lugares). 11h30/14h30 e 18h/23h30 (sáb. 11h30/15h45 e 18h30/0h; dom. 11h30/16h; fecha seg.). Cc.: M, V e A. Cd.: R e V. Cr.: V. Ar. Calefação. www.bardovictor.com.br. Aberto em 1969.


A melhor pizzaria
Avenida Paulista Pizza Bar
Direto do forno: a novidade é a massa napolitana, com borda alta e crocante

A adega climatizada, que tem capacidade para 1.100 garrafas, é a grande novidade da pizzaria, considerada pelo júri de VEJA Curitiba, pelo segundo ano consecutivo, a melhor da cidade. Com o novo abrigo, a carta de vinhos ficou maior e melhor: são 115 rótulos do velho e do novo mundo, a maioria tintos, trazidos de cinco importadoras. A casa também ganhou um sommelier fixo, Washington Uchôa, que orienta os clientes na hora de harmonizar os vinhos e os discos. Além da tradicional massa biscuit, fininha e sem borda, as pizzas agora também podem ser preparadas na versão napolitana, com borda bolhuda e crocante. A pizza fiorela, estreante no cardápio, é feita dessa forma. Leva mussarela de búfala, escarola puxada no alho e tomates secos. Os três ingredientes são montados de modo a formar botões de flor. Outra sugestão é a ementhal capocollo, feita com queijo ementhal, molho de tomate fresco, mussarela, capocollo (ponta de lombo suíno curado) e pesto de manjericão. Além das pizzas doces, há outras opções de sobremesa, como o festone de petit gateau. São três bolos de sabores diferentes (banana, doce de leite e chocolate) servidos com banana grelhada e sorvete de creme. Na hora do almoço a pizzaria se transforma em restaurante italiano, com trinta pratos inspirados na culinária do norte da Itália. O destaque é o polpetone avenida, bolo de carne preparado com um mix de ervas e uma camada de queijo no recheio. É empanado, frito e servido com molho ao sugo. O ravióli de pato com purê de maçã e molho reduzido no vinho chardonnay também chama a atenção no menu. Ambos estarão bem acompanhados com o tinto italiano Santo Agostino. No almoço de sábado e de domingo um trio de piano, bateria e contrabaixo toca bossa nova e jazz. O jantar sempre é acompanhado por som de piano ao vivo. $$

Rua Emiliano Perneta, 680, centro, (41) 3322-4508 (200 lugares). 12h/14h30 e 18h30/0h (sex. e sáb. jantar até 1h; sáb. e dom. almoço até 16h; fecha seg.). Cc.: D, M, V e Club Habitue. Cd.: M, R e V. (R$ 5,00). Ar. Calefação. (R$ 30,00) Entrega em domicílio (3322-1441). www.avenidapaulistapizzabar.com.br. Aberto em 2003.


O melhor fim de noite e O melhor variado
Babilônia Gastronomia & Cia
Sem parar: pratos da culinária internacional saem da cozinha 24 horas por dia

Eleito o melhor restaurante variado da cidade, num empate com o Boulevard, o estabelecimento também é apontado como o que tem o melhor fim de noite, segundo o júri de VEJA Curitiba. Graças, é claro, às sopas, risotos, massas, carnes e batatas suíças servidas na madrugada, e ao café-da-manhã, disponível das 4h às 11h, com pães, minipizza, doces, salgados, bolos e ovos mexidos, entre outros itens. Na hora do almoço e do jantar brilha o cardápio do bistrô, com especialidades do sushi-bar, mais os pratos da culinária internacional e sanduíches elaborados pelo chef Mauro Dias da Costa. Há massas, risotos e carnes, como o ossobuco clássico servido com polenta ou fettuccine. Para começar a refeição, a dica é o mix de antepastos com uma seleção de queijos, frios, aspargos e ratatouille de verduras. Como prato principal, o mignon babilônia é feito com escalopes ao molho funghi acompanhados de fettuccine alfredo com presunto de parma crocante. Das 17h às 6h são servidos aperitivos como pastéis, bruschettas e várias opções de bebida. No espaço também funcionam o restaurante Miss Saigon, especializado na cozinha asiática, além de choperia, padaria, cafeteria e lojas de revistas, perfumes, jóias, presentes, livros, CDs e DVDs. $$

Alameda Dom Pedro II, 541, Batel, (41) 3566-6464 (150 lugares). 24h. Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Manobr. (R$ 6,00). Couvert: R$ 1,70. Ar. www.babiloniaonline.com.br. Aberto em 2003.


O melhor variado
Boulevard
Menu importado: acento ibérico assinado pelo chef Celso Freire

Depois de conquistar os títulos de melhor francês e melhor da cidade por dez anos seguidos, o restaurante do premiado chef Celso Freire é eleito o melhor variado, empatado com o Babilônia Gastronomia & Cia. O prêmio é um reconhecimento ao cardápio, que exibe não só receitas franco-italianas, mas também pratos da gastronomia de toda a Europa. O atual menu tem um certo acento ibérico e especialidades do norte da Itália trazidas por Freire, que esteve recentemente no país. A sugestão para abrir o apetite é o ovo pochê sobre purê de abobrinha, preparado com azeite de trufas. Como prato principal, vale provar o pastel de frutos do mar sobre leito de champignons, com molho champanhe. Na lista de sobremesas, o destaque é a torres da minha infância. Feita de massa de coco recheado com ovos moles e purê de ameixa, tem a companhia de espuma de coco. Versões reduzidas dos pratos podem ser degustadas diariamente das 18h30 às 20h30 escoltadas de vinhos e espumantes selecionados entres os 300 rótulos da carta. É necessário fazer reserva. De segunda a sexta na hora do almoço, quem pede o prato principal ganha a entrada ou a sobremesa recomendada pelo chef. Após a reforma de 2007, da qual fez parte a instalação de um elevador, a novidade de 2008 é o lançamento do Boulevard Corporate. O produto funciona como um cartão de crédito com plano de milhagem, que dá direito a prêmios e descontos. $$$

Rua Voluntários da Pátria, 539, centro, (41) 3224-8244 (70 lugares). 12h/14h30 e 19h30/23h30 (sex. jantar até 0h; sáb. somente jantar até 0h; fecha dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Manobr. (somente no jantar). Couvert: R$ 6,50 no almoço e R$ 11,80 no jantar. Ar. Calefação. Entrega em domicílio www.restauranteboulevard.com.br. Aberto em 1991.


A melhor carta de vinhos
Durski
Vinhos nobres acompanham pratos consagrados da culinária internacional

Há dois anos, o chef e proprietário Junior Durski decidiu que seu restaurante deveria ter a melhor carta de vinhos da cidade. Tratou de estudar e degustar a bebida constantemente e fez viagens enogastronômicas por toda a Europa - em especial pela França. Em 2007, inaugurou a adega com 1.050 rótulos - 650 deles pontuados pela Wine Spectator e pelo guia The Wine Advocate, do crítico Robert Parker - e tem agora o reconhecimento do júri de VEJA Curitiba. São opções de vinte países e de safras variadas. O Château D'Yquem, por exemplo, tem representantes de 27 colheitas. Há preciosidades como o Domaine de La Romanée-Conti 1988, o Château Lafite Rotschild 1947 e o Château Haut-Brion 1934. Entre os xodós do proprietário, estão o Clos Floridane Graves 2004 e o Château La Pointe (Pomerol, 1999). À frente da cozinha, Durski executa pratos consagrados da culinária internacional e produz praticamente tudo que vai à mesa, dos pães aos embutidos. Como entrada, a sugestão é o palmito assado na brasa com manteiga dourada e flor de sal ou o carpaccio quente de mignon com parmigiano-reggiano. Entre os pratos, há linguado grelhado sobre cama de ervas, carré de cordeiro assado na lenha e confit de pato com geléia de frutas vermelhas, creme de batata e maçã. Como sobremesa, a sugestão é a torta de sorvete Häagen-Dazs com morangos e calda de frutas vermelhas. Descendente de ucranianos e poloneses, o chef também mantém no cardápio o banquete eslavo, um menu degustação de pratos dessa região, que reúne iguarias como o borstch (sopa de beterraba), o platzki (panqueca de batata frita) e o holopti (charutos de repolho). $$$

Rua Jaime Reis, 254, São Francisco, (41) 3013-2300 e 3225-7893 (40 lugares). 20h/0h (sáb. também 12h/16h; dom. só 12h/16h; fecha ter.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Manobr. (R$ 8,00). Couvert: R$ 15,50. Ar. Calefação. www.durski.com.br. Aberto em 2002.




01/09/2008
Da redação, com Veja On-Line