
A premiação mais esperada do ano!
Na última
semana, os curitibanos conheceram os melhores restaurantes deste ano de
acordo com o ranking da Veja, uma das principais revistas do
país.
E o MinhaGula.com.br traz agora a lista com o que há de melhor em Curitiba!
O melhor da cidade em todos os sentidos:
Terra Madre Ristorante
Para degustar com calma: clássicos italianos finalizados com técnicas francesas
O melhor restaurante da cidade na opinião do júri desta
edição de VEJA Curitiba tem um cardápio
influenciado não só por culturas e
tradições culinárias, mas também por um
conceito que tem adeptos no mundo todo: o slow food. Criado na
Itália, o movimento defende o prazer de saborear a comida sem
pressa e com todos os sentidos. A filosofia é seguida à
risca tanto na elaboração das receitas quanto na
decoração. No jantar, a luz tênue emitida pelas
luminárias de fundos de garrafas e a música suave
convidam à lenta degustação dos pratos da
culinária clássica italiana, todos finalizados com as
delicadas técnicas francesas. Para começar uma demorada
refeição, a dica é a brandade de bacalhau ao
azeite extravirgem e alho-poró crocante. Como prato principal, a
sugestão é o ravióli de cordeiro com molho de
figos secos ao vinho do Porto. O merengue italiano com sorvete de creme
e frutas vermelhas é uma opção de sobremesa. Na
carta de vinhos, não hão de faltar rótulos para
harmonizar com os pratos. Estão ali as 1.600
opções da loja Vino!, anexa ao restaurante. O cliente
pode escolher qualquer garrafa e degustá-la no restaurante.
Pagará o mesmo preço da prateleira. A casa também
serve oito vinhos em taça. No wine bar, o cliente pode servir-se
na mesa de petiscos, queijos nobres e frios cobrados por peso. No piso
superior, há espaço de eventos e, no subsolo, sala
especial para degustação de charutos. $$$
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 515, Bigorrilho, (41)
3335-6070 (55 lugares). 19h/0h (sex. até 1h; sáb.
também almoço 12h/15h; fecha dom.). Cc.: M, V e A. Cd.:
M, R, C e V. Couvert: R$ 8,00. Ar. Calefação. (R$ 30,00)
www.terramadreristorante.com.br. Aberto em 2005.
Chef do ano
Joy Perine
Na casa onde a chef Joy Letícia Perine cresceu, a cozinha
é que era de visita. Lá aconteciam as reuniões de
família, que eram verdadeiros eventos. Em vez de correr pelo
quintal, a criançada preferia se divertir ajudando a vó
Maia a fechar os pastéis de requeijão, que minutos depois
seriam gulosamente devorados por todos. O gosto pela cozinha acabou
extravasando as festas domésticas e, aos 20 anos, Joy, a
mãe e os irmãos abriram um restaurante na capital. O
negócio, que durou dezesseis anos, foi uma escola para ela, que
mesmo assim achou por bem aprofundar-se nas técnicas
culinárias em um curso do Centro Europeu. Na
condição de uma das melhores alunas da turma, teve o
direito de escolher onde estagiaria depois de receber o diploma. Assim,
virou pupila do chef Celso Freire no restaurante Boulevard. Dois meses
de estágio bastaram para que lhe fosse confiado o posto na
cozinha do Zea Maïs, onde está desde a
inauguração, há quatro anos. Nesse período
o restaurante conquistou quatro prêmios de melhor
contemporâneo da cidade e agora, aos 41 anos, Joy recebe do
júri de VEJA Curitiba o título de chef do ano.
Chef revelação
Cláudia Krauspenhar
Dos vinte pratos que estão no cardápio do restaurante
Edvino, um é especial para Cláudia Krauspenhar: o magret
de canard ao mix de poivre, musseline de batata-doce e nozes.
Clássico francês, a receita do peito de pato rendeu-lhe
nota 10 na prova final do curso de chef de cozinha e restaurateur do
Centro Europeu. Igualmente bem executadas as demais especialidades do
menu franco-italiano conquistaram o júri de VEJA Curitiba, que
deu a esta paranaense de Foz do Iguaçu o prêmio de chef
revelação. A vocação para as panelas
aflorou ainda na adolescência, mas foi no curso de direito que
ela viu uma carreira. Com um ano de formada e infeliz na
profissão Cláudia virou promotora de eventos, primeiro em
Foz, depois em Curitiba - até que entrou na escola de novo,
dessa vez para estudar gastronomia. A mãe reprovou a escolha.
"Ela ficou três meses sem falar comigo. Dizia: 'Imagina, minha
filha doutora virar cozinheira!' Pior é que eu fiz faculdade
particular", ri a agora premiada chef de 29 anos. A mãe, com
certeza, está orgulhosa.
O melhor oriental
Lagundri Bistrô Contemporâneo
Aromas e sabores: ambiente perfumado com incensos e pratos fiéis às receitas originais
Lagundri é o nome de uma baía na Indonésia, mas
são os sabores tailandeses que predominam no cardápio do
restaurante, eleito pelo júri de VEJA Curitiba o melhor oriental
da cidade. Da dupla de chefs Marcelo Amaral e Ken Francis, ambos com
diploma da Royal Thai School of Culinary Arts, na Tailândia,
surgem pratos fiéis às receitas originais desse
país. Um exemplo é a entrada yam woon sem, salada de
vermicelli com camarão, lula, peito de frango, castanha de caju,
folhas de aipo em salsa de limão, molho de peixe e
açúcar de palmeira. O pla neung manao, boa
opção de prato principal, é elaborado com peixe
cozido no vapor aromatizado com saquê, com molho de ostras,
folhas de lima kaffir, gengibre, capim-limão, pimentas e
coentro, servido com arroz thai jasmine e brócolis. A thai
banana soup, sopa de banana cozida no leite de coco temperada com garam
masala (sementes variadas torradas), capim-limão e pimenta, vai
bem na sobremesa. A decoração dos ambientes, perfumados
com incensos japoneses sem fumaça, é inspirada nos
países do Sudeste Asiático. Há muitas plantas
tropicais, velas, objetos típicos e até uma cascata. O
sótão, transformado em lounge com mesas baixas e futons,
é o ambiente preferido pelos casais. Já o deque e o
jardim são disputados nos dias quentes. Ainda em 2008, o
bistrô terá peças de decoração da
loja Asiarte, que estarão à venda. $$$
Rua Saldanha Marinho, 1061, centro, (41) 3232-7758 (45 lugares). 19h/0h
(fecha dom.). Cc.: M, V e A. Cd.: M e V. (R$ 5,00). Couvert: R$ 5,30.
Ar. Calefação. (R$ 30,00) Entrega em domicílio.
www.lagundri.com.br. Aberto em 2004.
O melhor brasileiro
Armazém Santo Antonio
Rústico-chique: ingredientes regionais e apresentação impecável
O imóvel no qual funciona o restaurante traz um pouco da
história da capital. A casa foi construída em 1870 pelo
oleiro hamburguês Cristian Osternack, que utilizou pedras dos
córregos da região e tijolos maciços da
própria olaria. Tombada pelo patrimônio histórico,
a edificação mantém grande parte de seus elementos
originais, como o assoalho de madeira, as telhas encaixadas sem pregos
e a biruta com o ano da finalização do prédio.
Chama atenção a escada, uma peça única,
decorada com azulejos portugueses entre os degraus de madeira. O clima
de fazenda está em sintonia com o cardápio do
restaurante, eleito pelo júri de VEJA Curitiba o melhor de
cozinha brasileira da capital. Para começar a
refeição, há opções de petiscos,
entre eles os pasteizinhos de carne-de-sol, além de saladas. A
silvestre, por exemplo, é montada com folhas verdes, cogumelos,
aspargos, frutas e parmesão ao molho caseiro. Como prato
principal, vale experimentar o spaghetti di raul, com camarão,
tomate sem pele nem sementes e ervas finas. Outra boa sugestão
é o picadinho paulista, servido com ovo estrelado,
abóbora refogada, farofa de banana e arroz. Na hora da
sobremesa, a pedida é a pêra ao vinho, acompanhada de
sorvete de creme e calda de frutas. $$
Rua Solimões, 344, São Francisco, (41) 3077-5505 (65
lugares). 19h30/23h30 (sáb. também almoço
11h30/15h30; dom. só almoço 11h30/15h30; fecha seg.).
Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. Manobr. Couvert: R$ 4,50. Ar.
Calefação. www.armazemsantoantonio.com.br. Aberto em 2000.
A melhor carne
Saanga Grill
No ponto: grelha especial mantém a temperatura da brasa constante durante todo o cozimento
Parte do sucesso da carne eleita pelos jurados de VEJA Curitiba a
melhor da cidade está na origem: vem de gado de raças
européias - em especial angus e hereford - criado na Argentina e
no Uruguai. No preparo, o cuidado é extremo. Enquanto ela assa
na grelha, a gordura entremeada nas fibras derrete-se e escorre por
canaletas. Sem gordura pingando na brasa, a temperatura permanece
constante durante todo o cozimento, o que facilita o controle do ponto
desejado pelo cliente. O steak saanga, feito de noix de entrecôte
(parte nobre do contrafilé), e o bife de chorizo, ou bife
angosto, são os grandes sucessos do cardápio. Todas as
carnes são vendidas por peso, com os acompanhamentos escolhidos
à parte. Como entrada, há alternativas como javali e
avestruz, além do famoso palmito pupunha assado com manteiga.
Outra sugestão é a lingüiça da casa, feita de
lombo e pernil. Para acompanhar a refeição principal
há diversos tipos de salada, arroz, banana à milanesa e
farofa, entre outras opções. Uma novidade no
cardápio é a paleta de cordeiro com tagliatelle na
manteiga, cebola assada e brócolis. Como sobremesa, uma
sugestão leve: carpaccio de abacaxi com sorvete e raspas de
limão. Na unidade da Avenida Iguaçu, o ambiente é
ideal para um almoço em família. O deque de madeira
abre-se para um grande jardim com árvores, bancos e viveiro de
pássaros, grande atração para as crianças.
$$
Avenida Iguaçu,
2423, Água Verde, (41) 3342-3474 (220 lugares). 11h35/15h e
19h/23h15 (sáb. 11h30/16h e 19h/23h15; dom. 11h30/16h). Cc.: D,
M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T e SP. T.: Cr, C, T e V. Ar. ;
Avenida Sete de Setembro, 2775, loja 1094, Shopping
Estação, centro, (41) 3026-3474 (150 lugares). 11h/16h
(sáb. dom. e feriado até 23h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M,
R e V. Cr.: S, T e SP. T.: Cr, C, T e V. Ar. www.saanga.com.br. Aberto
em 1997.
O melhor sanduíche
Madero The Best Burguer in The World
Suculento: 260 gramas de carne, grelhados em churrasqueira a lenha
Em 2008, o restaurante abriu sua primeira filial, localizada no novo
shopping da cidade. A casa recém-aberta é uma
réplica da matriz no histórico Largo da Ordem e tem duas
opções de atendimento: express, sem cobrança de
10% e de couvert, e vip, com serviço personalizado e som
ambiente. No novo endereço também foi construída a
churrasqueira a lenha. Nela são grelhados os
hambúrgueres, o principal ingrediente do sanduíche eleito
o melhor pelos jurados de VEJA Curitiba. Feitos com 260 gramas de
carne, eles são grelhados na lenha pré-queimada,
técnica que garante o melhor aroma. O pão é
redondo, como o tradicional, mas feito com massa de pão
francês. Todo o preparo do sanduíche e de outros pratos
será mostrado em cinco televisores com tela de LCD de 62
polegadas. A instalação dos aparelhos está
prevista para o este semestre. A adega com 1.500 garrafas é
outro destaque dos dois endereços. A carta de vinhos tem 150
rótulos. Além dos premiados sanduíches, o
cardápio lista carnes nobres, frutos do mar e pratos de alta
gastronomia para diabéticos. A sugestão de entrada
é a lagosta servida em cama de finas ervas. Como prato
principal, o filé de chorizo é uma boa pedida. Para
finalizar, cheese cake com calda de frutas vermelhas. $$$
Rua Jaime Reis, 262, São Francisco, (41) 3225-7893 (80 lugares).
11h/15h e 19h45/23h (fecha seg.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V.
Manobr. (R$ 8,00). Couvert: R$ 15,50. Ar. Calefação.
Entrega em domicílio; Avenida Presidente Kennedy, 4121, Shopping
Palladium, Portão, (41) 3212-3779 (100 lugares). 11h/23h
(sáb. a partir das 10h; dom. até 22h). Cc.: D, M, V e A.
Cd.: M, R, C e V. Manobr. (R$ 8,00). Couvert: R$ 15,50. Ar.
Calefação. Entrega em domicílio. Aberto em 2005.
O melhor contemporâneo
Zea Maïs
Dobradinha: menu tem as mãos de Celso Freire e Joy Perine, e traz sugestões como o nhoque de raízes
A fachada do casarão construído em 1917 é a mesma
que abrigou o antigo Hotel Johnscher, um dos mais importantes da
capital paranaense no passado. Por dentro, o espaço foi
remodelado e decorado com poltronas de madeira Cimo - um
clássico do design dos anos 50 -, cadeiras Bertoia de aço
trançado e mesas altas no estilo do designer e arquiteto
francês Philippe Starck. Um móbile suspenso
construído com pequenas varetas de pinho tingidas cria um efeito
especial: ao incidir no enfeite, a luz projeta imagens difusas nas
paredes do restaurante. Um painel luminoso, com dimensões de 3
por 5 metros, exibe o encontro das ruas Marechal Deodoro e Marechal
Floriano, no centro da cidade. A foto foi clicada pelo fotógrafo
Gilson Camargo. Na cozinha, a chef Joy Perine executa as especialidades
do menu criado por Celso Freire e também elabora receitas
próprias. A parceria consagra-se com o tetracampeonato dado pelo
júri de VEJA Curitiba. As sugestões do cardápio
são criações de Joy. Como entrada, a dica é
o queijo de cabra aerado entre pão grelhado e tomates quentes.
Para o prato principal, vale provar o nhoque de raízes
(preparado com batata inglesa, mandioquinha, cará, cogumelos e
aroma de trufas). Como sobremesa, a dica é o suflê de
maçã com mel de alecrim. A refeição
é embalada pela trilha sonora lounge, montada pelo DJ Ralph. $$$
Rua Barão do Rio Branco, 354, centro, (41) 3232-3988 (65
lugares). 19h45/0h (sex. e sáb. até 0h30; fecha dom.).
Cc.: D, M, V e A. Cd.: R e V. Manobr. Couvert: R$ 7,95. Ar.
Calefação. www.zeamais.com.br. Aberto em 2004.
O melhor francês
Ile de France
Para ocasiões especiais: receitas clássicas da Normandia e da Borgonha
Parte da clientela que freqüentava na infância o
cinqüentenário restaurante hoje leva os filhos para
conhecer a culinária francesa da casa. Os jantares costumam
celebrar ocasiões especiais, por isso as especialidades do
cardápio merecem ser degustadas com talheres de prata e as
bebidas, em taças de cristal. O casal de proprietários
Clara e Jean Paul Decock zela pessoalmente pelo atendimento e pelo
preparo das receitas, cuja autenticidade é reconhecida agora
pelos jurados de VEJA Curitiba, que dão à casa o
título de melhor restaurante francês da cidade. Os pratos
são típicos de regiões como a Normandia e a
Borgonha. Um exemplo de sugestão de entrada é o escargot
à la bourguignonne, com molho de manteiga, alho e ervas. Entre
os pratos principais está o poisson congre aux raisins
(filé de côngrio ao molho cremoso de uvas frescas e
passas). Outra opção é o canard aux framboise,
coxa de pato cozida na própria gordura com molho de framboesa,
uma novidade no cardápio. Para finalizar a
refeição, a dica é o omelette au rhum (omelete
doce com ovos, açúcar queimado e rum). A carta de vinhos
tem 210 rótulos não apenas franceses, mas de diversos
países. Fechado aos domingos, abre excepcionalmente no Dia das
Mães e no Dia dos Pais. $$$
Praça Dezenove de Dezembro, 538, centro, (41) 3223-9962 e
3232-7220 (63 lugares). 19h/0h (sex. e sáb. até 1h; fecha
dom.). Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Manobr. Couvert: R$
15,00. Ar. Calefação. Aberto em 1953.
O melhor italiano
Villa Marcolini
Alta gastronomia: influências da leve culinária do norte
Na casa de estilo neoclássico com 8 metros de pé-direito,
cada um dos quatro ambientes carrega seu próprio atrativo. A
sala de espera divide espaço com o bar e leva ao salão no
qual ficam a adega e o aparador, com 54 tipos de azeite. O salão
principal é decorado com quadros dos artistas Luiz de Souza e
José Gonçalves. As mesas são feitas com madeira
trazida de uma velha estação ferroviária de Minas
Gerais. Parte das cadeiras também é antiga e pertencia a
um casarão de Itu, em São Paulo. A varanda é o
ambiente mais iluminado, graças às grandes janelas, ao
piso de mármore branco e ao teto transparente. Nesse
cenário, os clientes são servidos com taças de
cristal da marca austríaca Riedel, tida como a melhor para
degustar vinhos, e fazem a refeição em louças
alemãs. Os talheres são italianos e os guardanapos de
linho egípcio. Com um cardápio que privilegia a
culinária leve do norte da Itália, a casa recebe do
júri de VEJA Curitiba o título de melhor restaurante
italiano da cidade. As influências de regiões como o
Vêneto, a Emiglia-Romana e a Lombardia estão em todos os
pratos. A sugestão de entrada é a flor de alcachofra
empanada em crocante miolo de brioche, servida com lâminas de
queijo fontina e alho. Em seguida, vale experimentar o ossobuco de
vitela com risoto milanês. As sobremesas com chocolate são
o destaque entre os doces. Cada uma é preparada com cacau de uma
origem diferente. O tramezzino leva matéria-prima de Madagascar,
sorvete de coco com amêndoas e merengue italiano. A carta de
vinhos tem cerca de 200 rótulos, com destaque para os tintos
Palazzo de la Torre 2006 (italiano) e o Piedra Negra Malbec 2002
(argentino). Além do cardápio principal, há um
menu infantil, inspirado no gosto dos dois filhos pequenos do chef. Os
pratos são elaborados com massas curtas, molho branco, carne
já cortada, e servidos em porções pequenas. $$$
Avenida Visconde de Guarapuava, 5354, Batel, (41) 3023-4664 (70
lugares). 12h/15h e 19h/0h (sáb. almoço até 16h;
dom. só almoço até 16h; fecha seg.). Cc.: H, M, V
e A. Cd.: R e V. Cr.: S e SP. Manobr. Couvert: R$ 4,50 no almoço
e R$ 7,50 no jantar. Ar. Calefação. Entrega em
domicílio. www.marcolini.com.br. Aberto em 2005.
O melhor pescado
Bar do Victor
Habilidade na lida com peixes e frutos do mar: passada de sogro para genro
O catarinense Victor Schiochet foi criado longe do litoral, mas
adquiriu uma habilidade extraordinária na lida com os peixes.
Estabelecido em Curitiba, abriu seu primeiro bar em 1955, em um
endereço diferente do que hoje abriga o restaurante. Com talento
natural para a cozinha, Victor preparava os petiscos que cativaram a
clientela e nunca saíram do cardápio. Hoje, as receitas
já se tornaram clássicos da gastronomia curitibana, casos
da casquinha de siri e dos camarões abraçadinhos, que
hoje são preparados pela chef Eva dos Santos. No comando
está o genro do falecido Victor, Francisco Urban, que
mantém o sucesso conquistado pelo fundador. Como prova disso, o
júri de VEJA Curitiba considera a casa o lugar que serve o
melhor pescado da cidade, pelo quinto ano consecutivo. O cliente pode
optar por ser servido no sistema tradicional escolhe o peixe e os
acompanhamentos ou experimentar novidades como o bacalhau zanoni.
Vem com lombo de bacalhau assado na brasa, cebola frita e batatas.
Há também o camarão do chef, grelhado com molho
shoyu e acompanhado de arroz com brócolis, legumes e banana
à milanesa. Para acompanhar, não faltam
opções na carta de vinhos, com cerca de 300
rótulos. A sugestão é o Fallen Angel, riesling,
safra 2006, com notas sutis de frutas cristalizadas. O bar tem adega
climatizada e dois sommeliers para orientar os clientes. $$
Rua Lívio Moreira, 284, São Lourenço, (41)
3353-1920 (190 lugares). 11h30/14h30 e 18h/23h30 (sáb.
11h30/15h45 e 18h30/0h; dom. 11h30/16h; fecha seg.). Cc.: M, V e A.
Cd.: R e V. Cr.: V. Ar. Calefação.
www.bardovictor.com.br. Aberto em 1969.
A melhor pizzaria
Avenida Paulista Pizza Bar
Direto do forno: a novidade é a massa napolitana, com borda alta e crocante
A adega climatizada, que tem capacidade para 1.100 garrafas, é a
grande novidade da pizzaria, considerada pelo júri de VEJA
Curitiba, pelo segundo ano consecutivo, a melhor da cidade. Com o novo
abrigo, a carta de vinhos ficou maior e melhor: são 115
rótulos do velho e do novo mundo, a maioria tintos, trazidos de
cinco importadoras. A casa também ganhou um sommelier fixo,
Washington Uchôa, que orienta os clientes na hora de harmonizar
os vinhos e os discos. Além da tradicional massa biscuit,
fininha e sem borda, as pizzas agora também podem ser preparadas
na versão napolitana, com borda bolhuda e crocante. A pizza
fiorela, estreante no cardápio, é feita dessa forma. Leva
mussarela de búfala, escarola puxada no alho e tomates secos. Os
três ingredientes são montados de modo a formar
botões de flor. Outra sugestão é a ementhal
capocollo, feita com queijo ementhal, molho de tomate fresco,
mussarela, capocollo (ponta de lombo suíno curado) e pesto de
manjericão. Além das pizzas doces, há outras
opções de sobremesa, como o festone de petit gateau.
São três bolos de sabores diferentes (banana, doce de
leite e chocolate) servidos com banana grelhada e sorvete de creme. Na
hora do almoço a pizzaria se transforma em restaurante italiano,
com trinta pratos inspirados na culinária do norte da
Itália. O destaque é o polpetone avenida, bolo de carne
preparado com um mix de ervas e uma camada de queijo no recheio.
É empanado, frito e servido com molho ao sugo. O ravióli
de pato com purê de maçã e molho reduzido no vinho
chardonnay também chama a atenção no menu. Ambos
estarão bem acompanhados com o tinto italiano Santo Agostino. No
almoço de sábado e de domingo um trio de piano, bateria e
contrabaixo toca bossa nova e jazz. O jantar sempre é
acompanhado por som de piano ao vivo. $$
Rua Emiliano Perneta, 680, centro, (41) 3322-4508 (200 lugares).
12h/14h30 e 18h30/0h (sex. e sáb. jantar até 1h;
sáb. e dom. almoço até 16h; fecha seg.). Cc.: D,
M, V e Club Habitue. Cd.: M, R e V. (R$ 5,00). Ar.
Calefação. (R$ 30,00) Entrega em domicílio
(3322-1441). www.avenidapaulistapizzabar.com.br. Aberto em 2003.
O melhor fim de noite e O melhor variado
Babilônia Gastronomia & Cia
Sem parar: pratos da culinária internacional saem da cozinha 24 horas por dia
Eleito o melhor restaurante variado da cidade, num empate com o
Boulevard, o estabelecimento também é apontado como o que
tem o melhor fim de noite, segundo o júri de VEJA Curitiba.
Graças, é claro, às sopas, risotos, massas, carnes
e batatas suíças servidas na madrugada, e ao
café-da-manhã, disponível das 4h às 11h,
com pães, minipizza, doces, salgados, bolos e ovos mexidos,
entre outros itens. Na hora do almoço e do jantar brilha o
cardápio do bistrô, com especialidades do sushi-bar, mais
os pratos da culinária internacional e sanduíches
elaborados pelo chef Mauro Dias da Costa. Há massas, risotos e
carnes, como o ossobuco clássico servido com polenta ou
fettuccine. Para começar a refeição, a dica
é o mix de antepastos com uma seleção de queijos,
frios, aspargos e ratatouille de verduras. Como prato principal, o
mignon babilônia é feito com escalopes ao molho funghi
acompanhados de fettuccine alfredo com presunto de parma crocante. Das
17h às 6h são servidos aperitivos como pastéis,
bruschettas e várias opções de bebida. No
espaço também funcionam o restaurante Miss Saigon,
especializado na cozinha asiática, além de choperia,
padaria, cafeteria e lojas de revistas, perfumes, jóias,
presentes, livros, CDs e DVDs. $$
Alameda Dom Pedro II, 541, Batel, (41) 3566-6464 (150 lugares). 24h.
Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Manobr. (R$ 6,00). Couvert: R$ 1,70. Ar.
www.babiloniaonline.com.br. Aberto em 2003.
O melhor variado
Boulevard
Menu importado: acento ibérico assinado pelo chef Celso Freire
Depois de conquistar os títulos de melhor francês e melhor
da cidade por dez anos seguidos, o restaurante do premiado chef Celso
Freire é eleito o melhor variado, empatado com o Babilônia
Gastronomia & Cia. O prêmio é um reconhecimento ao
cardápio, que exibe não só receitas
franco-italianas, mas também pratos da gastronomia de toda a
Europa. O atual menu tem um certo acento ibérico e
especialidades do norte da Itália trazidas por Freire, que
esteve recentemente no país. A sugestão para abrir o
apetite é o ovo pochê sobre purê de abobrinha,
preparado com azeite de trufas. Como prato principal, vale provar o
pastel de frutos do mar sobre leito de champignons, com molho
champanhe. Na lista de sobremesas, o destaque é a torres da
minha infância. Feita de massa de coco recheado com ovos moles e
purê de ameixa, tem a companhia de espuma de coco. Versões
reduzidas dos pratos podem ser degustadas diariamente das 18h30
às 20h30 escoltadas de vinhos e espumantes selecionados entres
os 300 rótulos da carta. É necessário fazer
reserva. De segunda a sexta na hora do almoço, quem pede o prato
principal ganha a entrada ou a sobremesa recomendada pelo chef.
Após a reforma de 2007, da qual fez parte a
instalação de um elevador, a novidade de 2008 é o
lançamento do Boulevard Corporate. O produto funciona como um
cartão de crédito com plano de milhagem, que dá
direito a prêmios e descontos. $$$
Rua Voluntários da Pátria, 539, centro, (41) 3224-8244
(70 lugares). 12h/14h30 e 19h30/23h30 (sex. jantar até 0h;
sáb. somente jantar até 0h; fecha dom.). Cc.: D, M, V e
A. Cd.: M, R e V. Manobr. (somente no jantar). Couvert: R$ 6,50 no
almoço e R$ 11,80 no jantar. Ar. Calefação.
Entrega em domicílio www.restauranteboulevard.com.br. Aberto em
1991.
A melhor carta de vinhos
Durski
Vinhos nobres acompanham pratos consagrados da culinária internacional
Há dois anos, o chef e proprietário Junior Durski decidiu
que seu restaurante deveria ter a melhor carta de vinhos da cidade.
Tratou de estudar e degustar a bebida constantemente e fez viagens
enogastronômicas por toda a Europa - em especial pela
França. Em 2007, inaugurou a adega com 1.050 rótulos -
650 deles pontuados pela Wine Spectator e pelo guia The Wine Advocate,
do crítico Robert Parker - e tem agora o reconhecimento do
júri de VEJA Curitiba. São opções de vinte
países e de safras variadas. O Château D'Yquem, por
exemplo, tem representantes de 27 colheitas. Há preciosidades
como o Domaine de La Romanée-Conti 1988, o Château Lafite
Rotschild 1947 e o Château Haut-Brion 1934. Entre os xodós
do proprietário, estão o Clos Floridane Graves 2004 e o
Château La Pointe (Pomerol, 1999). À frente da cozinha,
Durski executa pratos consagrados da culinária internacional e
produz praticamente tudo que vai à mesa, dos pães aos
embutidos. Como entrada, a sugestão é o palmito assado na
brasa com manteiga dourada e flor de sal ou o carpaccio quente de
mignon com parmigiano-reggiano. Entre os pratos, há linguado
grelhado sobre cama de ervas, carré de cordeiro assado na lenha
e confit de pato com geléia de frutas vermelhas, creme de batata
e maçã. Como sobremesa, a sugestão é a
torta de sorvete Häagen-Dazs com morangos e calda de frutas
vermelhas. Descendente de ucranianos e poloneses, o chef também
mantém no cardápio o banquete eslavo, um menu
degustação de pratos dessa região, que
reúne iguarias como o borstch (sopa de beterraba), o platzki
(panqueca de batata frita) e o holopti (charutos de repolho). $$$
Rua Jaime Reis, 254, São Francisco, (41) 3013-2300 e 3225-7893
(40 lugares). 20h/0h (sáb. também 12h/16h; dom. só
12h/16h; fecha ter.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Manobr. (R$
8,00). Couvert: R$ 15,50. Ar. Calefação.
www.durski.com.br. Aberto em 2002.
01/09/2008
Da redação, com Veja On-Line